quinta-feira, 22 de abril de 2010

Angústia de um Filósofo


De tanto pensar, morreu o filósofo.

Morreu pensando, claro. Mas morreu feliz acima de tudo.

Havia cogitado a possibilidade de agir
Demorou demais imaginando se essa seria uma boa estratégia ou não.

Viveu criando possibilidades.
Viveu amargando inverdades.
Morreu com a triste verdade de que não havia vivido.
Lamentou e uma lágrima caiu.

“Tarde demais,” pensou. “Não me arrependo do passado, pois estarei imortalizado no futuro.”

E seu se desejo realizou.
Livros foram lançados com seus pensamentos.
Pessoas eram inspiradas pelos seus devaneios.
O filósofo mudou a vida de impensáveis
Apesar de não ter superado a impotência de não conseguir lidar com a sua própria.

Impulso era palavra desconhecida.
Cautela era aquela menos contida.

Ah, a Morte.
Ah, o Amor.
Ah, o Ódio.
Ah, a Vida.

Vida perfeita que planejei, mas que não saiu da ideologia.
Vida completa que vivi sem nem mesmo viver um dia.`

Giovani Santos

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