De tanto pensar, morreu o filósofo.
Morreu pensando, claro. Mas morreu feliz acima de tudo.
Havia cogitado a possibilidade de agir
Demorou demais imaginando se essa seria uma boa estratégia ou não.
Viveu criando possibilidades.
Viveu amargando inverdades.
Morreu com a triste verdade de que não havia vivido.
Lamentou e uma lágrima caiu.
“Tarde demais,” pensou. “Não me arrependo do passado, pois estarei imortalizado no futuro.”
E seu se desejo realizou.
Livros foram lançados com seus pensamentos.
Pessoas eram inspiradas pelos seus devaneios.
O filósofo mudou a vida de impensáveis
Apesar de não ter superado a impotência de não conseguir lidar com a sua própria.
Impulso era palavra desconhecida.
Cautela era aquela menos contida.
Ah, a Morte.
Ah, o Amor.
Ah, o Ódio.
Ah, a Vida.
Vida perfeita que planejei, mas que não saiu da ideologia.
Vida completa que vivi sem nem mesmo viver um dia. `
Nenhum comentário:
Postar um comentário